Ele estava escondido com um olhar vidrado. Não piscava, não se mexia, só olhava. Suas pálpebras tremiam, seus pés balançavam, aos poucos suas mãos se fechavam.
Se passaram dez minutos e de lá ele não saia, só ficava olhando na direção de uma porta vazia. Ficava parado, parecia obstinado. Foi quando alguém do lado de dentro abre a porta, ele ameaça andar, mas do nada ele para e recua. Parecia não ser quem ele esperava encontrar.
Ali ele continuava. Com o mesmo olhar, a mesma inquietação, com as mãos ainda fechadas...por duas vezes ele ameaçou andar em direção a porta, mas desistia e voltava.
Começava a chover. Eu me afastei e procurei abrigo debaixo de um telhado. Mas aquele estranho homem ainda continuava lá e a chuva parecia não o assustar. O tempo passava, a chuva passou. E ele continuava lá...como um leão a espera de sua presa.
Novamente a porta abre, ele novamente começava a se mover. De lá, saem um homem e uma mulher. E ele dessa vê não recua! Parte na do casal, a mulher percebe sua chegada, faz uma cara de assustada e parecia conhecer o tal homem. Ele se aproxima, e sem falar nada saca uma arma da cintura e dá dois tiros na moça. O homem q estava com ele corre. E lá, só ficavam os dois...ele joga a arma no chão, e do bolso tira um objeto, joga no corpo da agonizante moça e vai embora.
Eu corri pra tentar ajuda-la, mas já era tarde.... e no meio de tanto sangue, vejo um objeto brilhante...era uma aliança.
Texto totalmente fictício. Inspirado nos textos de Tati Bernardi.
